Em termos de valores, o que se conseguiu com a exportação do açúcar jamais foi ultrapassado pela exportação do ouro, e com a decadência da mineração na segunda metade do século XVIII as atenções voltaram-se para a agricultura na chamada "Renascimento da Agricultura".
Em partes esse renascimento foi consequência da própria atividade mineradora que permitiu a formação de um mercado interno, bem como as transfomações que ocorreram no plano internacional. O incremento demográfico na Europa do século XVIII e a Revoluçào Industrial da Inglaterra.
A industrialização inglesa, iniciada no setor têxtil, promoveu um considerável aumento na demanda por algodão. A Índia, principal fornecedora não pode suprir tal crescente procura e as colônias sulistas dos Estados Unidos cessaram o fornecimento para a Inglaterra devido ao rompimento com esta e início do seu processo de independência (1776-1781). Favorecido por estas circunstâncias, o Brasil intensificou a produção e exportação de algodão.
A produçào açucareira também ingressou numa fase de expansão, pois com a Revolução Francesa (1789-1799), eclodiram rebeliões em diversas colônias, como o Haiti, importante centro de produção de açúcar. Os engenhos do Brasil foram reativados, bem como outras áreas passaram a ser utilizadas para aumentar a produção, favorecidos pelo período de paz em Portugal e a sua neutralidade com os conflitos existentes.
Com o crescimento das áreas povoadas no Brasil, aumentou-se a demanda não somente por alimentos, mas também havia a necessidade de moradia, ferramentas e vestimentas, entre outros produtos. Para satisfazê-las, surgiam nos povoados pequenas oficinas de carpintaria, olarias, ferreiros ambulantes, e até pequenas siderurgias, especialmente na região das Minas Gerais. As mulheres teciam em suas casas e tal produção resultou no surgimento de manufaturas têxteis em Minas e no Rio de Janeiro, como organizações comerciais voltadas para produção em larga escala. O desenvolvimento destas atividades, contudo, foi prejudicado pela expedição em 1785 de um alvará proibindo a manufatura de tecidos na colônia.
A necessidade de abastecimento estimulou o comércio marítimo entre os portos do litoral brasileiro (cabotagem).
A realidade colonial na passagem do século XVIII para o XIX era bem distinta daquela que se verificava nos séculos anteriores. A economia brasileira não se resumia ao açúcar e nem só de mercado externo vivia o Brasil.
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