quarta-feira, 28 de junho de 2017

A economia colonial no século XVIII

Em termos de valores, o que se conseguiu com a exportação do açúcar jamais foi ultrapassado pela exportação do ouro, e com a decadência da mineração na segunda metade do século XVIII as atenções voltaram-se para a agricultura na chamada "Renascimento da Agricultura".

Em partes esse renascimento foi consequência da própria atividade mineradora que permitiu a formação de um mercado interno, bem como as transfomações que ocorreram no plano internacional. O incremento demográfico na Europa do século XVIII e a Revoluçào Industrial da Inglaterra.

A industrialização inglesa, iniciada no setor têxtil, promoveu um considerável aumento na demanda por algodão. A Índia, principal fornecedora não pode suprir tal crescente procura e as colônias sulistas dos Estados Unidos cessaram o fornecimento para a Inglaterra devido ao rompimento com esta e início do seu processo de independência (1776-1781). Favorecido por estas circunstâncias, o Brasil intensificou a produção e exportação de algodão.

A produçào açucareira também ingressou numa fase de expansão, pois com a Revolução Francesa (1789-1799), eclodiram rebeliões em diversas colônias, como o Haiti, importante centro de produção de açúcar. Os engenhos do Brasil foram reativados, bem como outras áreas passaram a ser utilizadas para aumentar a produção, favorecidos pelo período de paz em Portugal e a sua neutralidade com os conflitos existentes.

Com o crescimento das áreas povoadas no Brasil, aumentou-se a demanda não somente por alimentos, mas também havia a necessidade de moradia, ferramentas e vestimentas, entre outros produtos. Para satisfazê-las, surgiam nos povoados pequenas oficinas de carpintaria, olarias, ferreiros ambulantes, e até pequenas siderurgias, especialmente na região das Minas Gerais. As mulheres teciam em suas casas e tal produção resultou no surgimento de manufaturas têxteis em Minas e no Rio de Janeiro, como organizações comerciais voltadas para produção em larga escala. O desenvolvimento destas atividades, contudo, foi prejudicado pela expedição em 1785 de um alvará proibindo a manufatura de tecidos na colônia.

A necessidade de abastecimento estimulou o comércio marítimo entre os portos do litoral brasileiro (cabotagem).

A realidade colonial na passagem do século XVIII para o XIX era bem distinta daquela que se verificava nos séculos anteriores. A economia brasileira não se resumia ao açúcar e nem só de mercado externo vivia o Brasil.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

Teste Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste

Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste Teste