A cobiça do europeu e as batalhas sangrentas contra os índios foram evidenciadas na obra “Brevíssima Relação da Destruição das Índias”, do Frei Bartolomeu de Las Casas. O livro relatava as atitudes tomadas pelos espanhóis nas terras descobertas e, posteriormente, foi utilizado pelos adeptos da Leyenda Negra.
O alcance desta publicação causou, na Espanha, a proibição do termo “conquista” para se referir à colonização no continente americano. A partir daí, começa a ser empregada somente a palavra “descobrimento”. Entre as principais jornadas de conquistadores na América, destacam-se as de Pedro Alvarez Cabral, Cristóvão Colombo, Cabeza de Vaca e Balboa.
Entre os fatores que incentivaram a conquista dos territórios americanos, podem ser citados: caráter privado, aprovação da monarquia, conquista do título de nobre, metais preciosos, honrarias, status e espalhamento da religião cristã. Em muitos casos, conquistadores que eram pequenos fidalgos em seus países de origem, apresentavam-se como marqueses nas terras conquistadas. Conseguiam, até mesmo, que os monarcas lhe cedessem títulos de Don. No que se refere à motivação religiosa, os conquistadores acreditavam estar dando continuidade à luta contra os infiéis. Desta vez, ao invés dos muçulmanos, os alvos eram os povos pagãos da América.
Embora o termo “conquistadores” tenha sido abolido na Espanha do século XVI, leituras históricas mais recentes reutilizaram a palavra e criticaram sua substituição por “descobridores”. Isso ocorreu devido a protestos de camadas da sociedade a favor dos índios, dos negros e contra o imperialismo contemporâneo.
No Brasil, a palavra descobrimento costuma ser a mais empregada para se referir ao fenômeno. De acordo com Tzvetan Todorov, filósofo e linguista da Bulgária, os descobrimentos foram um encontro de culturas e um momento singular na história humana, ocasionando a integração entre diferentes povos, muitas vezes, com a utilização da violência.
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